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M A M A M I A

__________Liliana Azevedo | 27 anos | Assistente de Bordo | Mãe de primeira viagem de uma linda babygirl chamada Mia __________ Blog de Maternidade e Lifestyle | Dúvidas | Escolhas | Opiniões | Partilha

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__________Liliana Azevedo | 27 anos | Assistente de Bordo | Mãe de primeira viagem de uma linda babygirl chamada Mia __________ Blog de Maternidade e Lifestyle | Dúvidas | Escolhas | Opiniões | Partilha

04.10.20

Biberões


 

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Biberões 🍼

 

Hoje de manhã, uma mamã perguntou-me que biberões a aconselhava a comprar. 

Acredito que depois de ter procurado em todas as marcas do mercado se apercebeu que todas dizem ser as melhores para o nosso bebé e prometem menos cólicas, melhor adaptação e um bebé sorridente. 

Até aqui nada de mal. O problema é que mesmo que eu tivesse 20 filhos no lhe conseguia dizer que biberão é que o bebé dela vai aceitar. Porque os bebés são assim, esquisitos! 

O mesmo biberão pode funcionar com a amiga, a prima e a vizinha e não há maneira do nosso lhe pegar. 

Aqui em casa começamos com os biberões da Chicco Natural Felling por terem uma tetina especial e que tal como diz o nome parece ser mais "natural". Mas tal como na mama a miúda tinha muita pressa para comer e entalava-se de 5 em 5 minutos e era um Deus me acuda.

Trocamos para os biberões da @dr.browns_pt e ganhei anos de vida. O facto de terem um sistema de ventilação diferente fez com que este problema ficasse no passado e apesar dela não achar muita piada a ter que trabalhar para ter leitinho, acabou por se habituar. A mãe passou a demorar o dobro do tempo na limpeza dos biberões com tantas peças e pecinhas, mas tínhamos encontrado um produto que funcionava para nós e isso era o mais importante. 

Até que a pediatra aconselha a trocar para leite A.R. por causa do refluxo da Mia.

Voltamos à saga dos biberões. A primeira vez que fizemos um leite AR, uma vez que é mais espesso, não saiu uma única gota. 

(Descobrimos depois que se comprassemos tetinas tamanho 3 não era necessário gastar dinheiro em biberões novos).

Foi assim que chegamos aos biberões que estamos a usar agora da @philipsavent.pt . São Anti-cólicas 1+ e tem um 🐒 e uma 🦒super fofos. 

Funcionam lindamente com o leite A.R. e ela adaptou-se muito bem à tetina. 

Mas ontem, quando fui comprar novas tetinas, descobri que vão ser descontinuados e substituídos pelos AirFree. Só por por causa disso comprei os últimos dois que a loja tinha.

Resumindo, até encontrarmos o que funciona para o nosso bebé pode levar muito tempo e muito dinheiro. Mas quando encontramos "aquele" "the special one" metam-lhe um anel no dedo e mudem o estado para: Numa Relação Séria. Sim, ainda estou a falar de biberões!

04.10.20

Licença de Maternidade


Verão 2020

 

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Para muitos ficar com um recém-nascido em casa é o mesmo que estar de férias, um bilhete para o espetáculo do buraco no sofá. 

Para todos os que ainda não experimentaram vou deixar a minha review.

Ainda não li nenhum livro. Nem comecei nenhuma série nova na Netflix. Não organizei os armários cá de casa. Nem dormi até ao meio dia. 

Nos primeiros meses, nós, mães, passamos o dia a tentar perceber porque está a criança a chorar e tudo o que fazemos demora eternidades. Mudar a fralda. Dar o biberão. Meter a arrotar. Mudar a roupa dela e a nossa cheia de leite. Voltar a mudar a fralda porque tem cocó. Dar colo. Tentar adormecer. Dar colo. Voltar a tentar adormecer. Adormecemos nós. Está na hora de comer outra vez. 

Assim que ela adormece fazemos o almoço. Com sorte dá para cozer uma massa ou fazer um pão com panado que vamos comer às 4 da tarde porque entretanto ela já acordou. 

As máquinas cá em casa não param de girar porque não vale a pena comprar muita roupa para um bebé e isso significa gavetas vazias ao segundo dia. 

A ida ao pediatra é igual a ir aos Óscares. 

Aqui em casa optamos pela licença parental inicial partilhada de 180 dias. Ou seja, depois dos meus 150 dias o pai irá ficar 30 em casa. 

Ter todos estes dias com a nossa bebé é ótimo. É super importante para os pais e para a bebé. Mas estes meses são os mais confusos que já vivi. 

Quando o pai da Mia começou a trabalhar foi impossível não ressentir o facto de ele poder voltar a ter um dia normal. Ele podia voltar a sair de casa, ter uma rotina, pensar noutra coisa, falar com outras pessoas. Mas ao mesmo tempo eu não queria sair de casa. Deixar a criança com a avó para ir às compras trazia todo um sentimento de separação. 

Nos dias em que estou mais cansada, ela mais rabugenta, a comida queima, não encontro a chupeta e tenho imensa roupa para passar penso que já falta pouco para ir trabalhar e pensar noutra coisa que não sejam fraldas e biberões. 

Nesses mesmos dias ela dá a primeira gargalhada, agarra o brinquedo preferido, começa a fazer bolinhas e sorri assim que me vê e tudo o que mais quero é não sair de casa e poder estar lá em todos os momentos. 

Mais alguém bipolar por aí?

04.10.20

Os peludos cá de casa


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Hoje vou apresentar os membros peludos da família

(E não estou a falar daquele tio em segundo grau que parece o Tony Ramos) 

 

Estávamos quase a fazer um ano de casados quando decidimos adotar um cão. Disse ao Diogo que ia ao CROAC aqui da zona perceber como funcionavam as adoções e não demorou muito para lhe enviar fotografia de duas cadelas lindas que estavam por lá à espera de uma família. 

Completamente diferentes.

A branca, com apenas 3 semanas, tinha sido largada à porta da instituição. Do tamanho de um 🐹 tinha uma energia contagiante e só queria brincar. 

A castanha, com apenas 3 meses, tinha sido atacada pelos cães mais velhos e estava num espaço sozinha. Ao contrário de todos os outros não veio ter comigo e tremeu o tempo todo que esteve ao meu colo. 

Perguntei por mensagem: " Qual levo?" A resposta, tal como sempre que lhe peço para tomar decisões, foi: "Traz as duas". 

O que ele não esperava é que eu realmente o fizesse. 

A Molly espevitada sempre teve dificuldade em perceber limites. A Meggie, pelo contrário, demorou duas semanas a sair debaixo da mesa da sala e muito mais tempo a confiar em nós. 

Se a chegada de um Bebé é um reboliço para os pais, mesmo com 9 meses de aviso, imaginem para os nossos amigos de quatro patas. 

Tentamos ao máximo respeitar as rotinas delas, trazer roupa da bebé, deixá-las cheirar... Mas não brincamos tanto, o nosso colo está ocupado e tudo cheira diferente. Inicialmente elas ignoraram. Saiam do quarto assim que ela acordava. 

Agora, 4 meses depois, a Molly quer estar com ela a todos os instantes e passamos os dias a impor limites. Molly pára, Molly tantos beijinhos não, Molly cuidado com a cauda, Molly esse brinquedo é da bebé. 

A Meggie é protetora, gosta de estar por perto, mas longe. É a primeira a levantar-se quando a ouve chorar, mas não entra no quarto sem autorização. Vai cheirar os pés mas se as mãos se estão a mexer muito muda de ideias e vai para outro sítio.

Por aqui tentamos ter todos os cuidados possíveis para proteger as três. Chegará o dia em que vamos ter que dizer: "Mia larga. Mia menos força. Mia esse brinquedo não é teu".

Mas acreditamos que se vão amar muito. E aprender também. ❤️🐾

04.10.20

Acompanhante da Grávida


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O parlamento aprovou resoluções para que a grávida possa ser acompanhada nos diferentes momentos.

Foram precisos muitos anos em Portugal para se começar a falar no direito da grávida. Mas serão necessários mais ainda para se começar a falar no direito do Pai. 

 

Estávamos a ir lentamente, mas estávamos a avançar. O plano de parto. A possibilidade da mulher escolher o hospital em que queria ser seguida. A possibilidade de termos uma Doula para nos acompanhar. Os cursos de preparação para o parto que agora mais do que isso davam informações importantíssimas sobre a parentalidade, a mulher e o casal. 

 

E de um momento para o outro tudo isso deixou de ser importante. O Mundo voltou a uma "nova normalidade" e todos se esqueceram da anormalidade que estava a acontecer nas salas de parto em Portugal. 

 

Para mim o pai não é um acompanhante. O Pai é tão parte daquela vida como a mãe e merece estar lá para ouvir o primeiro bater do coração. Ouvir que está tudo bem. Fazer perguntas. Ouvir o primeiro choro. E amparar a mãe que acaba de passar por o momento mais lindo e mais desafiante da sua vida. 

 

Li muitos comentários, principalmente de mulheres, que diziam toda esta conversa ser absurda. Muitas tinham estado sozinhas há muito tempo atrás e por esse mesmo motivo se elas conseguiam todas conseguem. 

 

Claro que para acontecer um parto precisamos da mãe e do bebé. Claro que a mulher consegue, porque dentro dela há um amor mais forte. Claro que o bebé fica bem, tem o colo da mãe a bolha protetora à sua volta. 

 

Mas a mulher tem o direito de ter ao seu lado o pai ou qualquer outra pessoa que lhe traga a tranquilidade e o conforto que ela precisa. Alguém que lhe dê colo e lhe diga que vai ficar tudo bem. 

 

Eu fui uma privilegiada e tive ao meu lado o Pai da Mia em todos os momentos. E nunca, em 13 anos, o tinha visto a viver um momento tão intensamente. 

Para nós, mulheres, tudo vai ficando mais real a cada pontapé e a cada kilo que aumentamos. Mas para eles tudo é abstrato. Naqueles primeiros minutos em que cuidavam de mim, ele cuidou dela. E ali, formou num segundo, a ligação que o cordão umbilical não lhe deu. E nunca lhe vou tirar esse momento. 💛